Essa doença, denominada Black leg em inglês, é causada pelo fungo Leptosphaeria maculans, o qual tem Phoma lingam (Tode) ex. Shaw. Desm. como sua forma conidial. Constitui uma das doenças mais importantes da canola mundialmente. Causou danos importantes em determinadas lavouras no Rio Grande do Sul, pela primeira vez na safra 2000, 26 anos após o inicio das pesquisas e cultivo de canola no Brasil.
A severidade da doença foi elevada em determinadas épocas de semeadura e em determinados municípios do Noroeste do RS. Os danos foram severos em lavouras com plantas debilitadas por geadas ocorridas logo após a emergência das plantas ou, onde ocorreram danos devidos a resíduos de herbicidas.
A solução mais econômica é a identificação de cultivares ou híbridos resistentes, desenvolvidos na Austrália, onde é endêmico o mesmo grupo de patogenicidade da canela-preta existente no Sul do Brasil e no Paraguai. Para aumentar a segurança dos cultivos, em 2001, sugeriu estratégias de manejo para redução de riscos, baseadas em informações coletadas no Canadá e Austrália e validadas em levantamentos de lavoura no Rio Grande do Sul. Uma das principais medidas é a implantação de lavoura de canola a mais de 1000 m de distância de lavouras que apresentavam infecção de canela-preta na safra anterior, para reduzir o risco que infecção por ascósporos trazidos pelo vento. Para utilização integrada ao manejo, em 2002, foram identificadas cultivares resistentes ao grupo de patogenicidade de canela preta que ocorre no RS.
Os sintomas e o nível de infecção das lavouras se tornam mais visíveis na floração. As lesões nos caules apresentam coloração que varia de cinza-fosco a branco e uma borda escura. Estruturas pretas, duras, do tamanho de uma ponta de lápis, podem aparecer na base dos caules infectados. Com infecções acentuadas, as síliquas podem amadurecer e abrir antecipadamente, causando perdas de grãos.
Realizar controle preventivo empregando sementes: a) de genótipos resistentes, b) produzidas em áreas adversas para a ocorrência de canela-preta e que, c) que foram submetidas à análise da patologia de sementes. As sementes importadas seguem todos estes cuidados e ainda tem sido tratadas com fungicida antes de serem enviadas para o Brasil.
Empregando variedades suscetíveis pode ocorrer infecção de plântulas através de esporos liberados por palha infectada em área distantes até 8 km.
Nesses casos, a aplicação de fungicida na parte aérea da canola, quando as plantas tem 2-4 folhas, é prática freqüente na Europa para controle de canela-preta. Vários produtos são recomendados no Canadá e na França. Entretanto, precisam ser avaliados nas condições locais para determinar a sua eficiência e economicidade.
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