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Emater recomenda monitoramento na colheita da soja para reduzir perdas 10/3/2010

A colheita da soja no município de Cambé, na região metropolitana de Londrina/PR, vai de vento em popa, garante o extensionista e engenheiro agrônomo Alcides Bodnar da Emater, instituto do governo estadual vinculado à Seab/PR, “mas agora a atenção dos operadores deve estar voltada no monitoramento das colheitadeiras para reduzir as perdas nesta safra”.

Considerado o município que tem a menor perda durante a colheita de soja no Brasil, repetindo há 11 anos a marca abaixo de meia saca por hectare, Cambé se orgulha também de ter a melhor adoção das tecnologias para reduzir ao máximo perdas que possam ocorrem nos 30 mil hectares cultivados de soja.

“Quando começamos os treinamentos dos produtores com a tecnologia desenvolvida pela Embrapa Soja, em 1991, graças ao trabalho de difusão da então Acarpa, hoje Emater em conjunto com as entidades locais que fazem parte do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural, tínhamos perdas média de duas sacas e meia”, lembra Bodnar, destacando que a média atual do Paraná fica superior a uma saca e a do Brasil passa de duas sacas por hectare.

Para manter o excepcional índice de menor perda, Cambé promove todos os anos um concurso envolvendo os operadores de colheitadeiras e sojicultores do município. Um esforço que começa com o preparo do solo, desenvolvimento da cultura desde o plantio até a colheita, “porque o produtor daqui sabe que uma lavoura bem feita, em solo bem preparado, com um bom estander, livre de erosão, livre de plantas invasoras, vai resultar numa área com menores perdas, facilitando a colheita”, diz Bodnar.

O extensionista também destaca o valor da tecnologia, “acessível a todos os operadores de colheitadeiras, composta de uma armação de barbante e dois cabos, utilizada na demarcação de uma área na frente da máquina que vai indicar se perdas estão correndo na plataforma de corte ou depois da passagem da máquina, indicando perdas por mecanismos internos. A quantidade é definida coletando os grãos e colocando eles no copo medidor, que assim indica com exatidão o volume da perda e se é necessário fazer intervenção imediata, seja na colheitadeira ou na velocidade e a forma operacional de colheita.

Dos 124 levantamentos feitos na campo durante a colheita da safra 2008/2009, a do Onivaldo Dante, seu irmão Osvaldo e o seu filho Junior, acertou na mosca, sagrando-os vencedores do Concurso Municipal Contra Perdas na Colheita da Soja com a média de 2,4 quilos de perdas por hectare e levaram para a Fazenda São Sebastião de 170 hectares, colhidos por uma colheitadeira ano 2003, uma TV 29 polegadas novíssima. Experiência que já tinha gostinho de quase ter chegado lá, quando em 2004 bateram na trave: tiraram o 3º lugar.

Na totalização dos 124 participantes da safra passada, a comissão organizadora identificou a média de apenas 23 quilos por hectare, que convertida dá 0,383 sacas. O segundo colocado perdeu 2,7 e o terceiro um pouco mais, chegando aos 3,8 quilos por hectare.

Nesta safra a expectativa, segundo Bodnar, é a participação de 130 dos 170 operadores e sojicultores do município, Mesmo assim, continua esperando que a média de perda não ultrapasse a marca histórica de meia saca por hectare. Assim é grande a movimentação nas lavouras cambeenses.dos técnicos da Cooperativa Agroindustrial Corol, as firmas de planejamento Terra e Platec, alem da Emater.

A data do encerramento do concurso já está na praça, muito bem divulgada pela diretoria do Conselho de Desenvolvimento com uma semana de atividades técnicas e festivas, passando por cavalgadas, torneio de futebol e encontro da mulher empreendedora rural.

E, na manhã do dia 11 de junho, começa a pesagem das amostras coletadas a campo e sob a supervisão da Embrapa Soja, culminando na noite no grande encontro comemorativo para mais de 1,2 mil convidados e com apoio do comércio local, quando será conhecido e premiado o campeão do Concurso Municipal Contra Perdas na Colheita de Soja de Cambe de 2010.

Mais informações com o extencionista Alcides pelos telefones: (43) 3254-3219 e (43)3254-3039.
 

Fonte: Emater/Londrina



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