Agro Especial

O que é a "queima-da-teia-micélica"? 22/12/2011

Esta doença afeta plantas de pimenteira-do-reino em viveiros ou jardim clonal. Distingue-se da queima-do-fio por causar sintomas em reboleiras e por não formar fios de micélio por meio dos quais as folhas se prendem aos ramos. Afeta vários hospedeiros entre os quais: guaranazeiro, laranjeira, seringueira, feijoeiro, caupi, ervilha, além de Pueraria phaseoloides, Centrosema pubescens e Canavalia ensiforme.

A doença inicia a partir de lesões diminutas de cor parda envolvidas por um halo de cor púrpura. Com a evolução, parte da folha ou toda a folha torna-se necrosada. Na face inferior observam-se hifas entrelaçadas formando uma tênue teia. Quando folhas secas se desprendem, ficam aderidas às folhas sadias pela ação do orvalho ou de chuva, iniciando novas infecções. Nas hastes causa lesões e queima dos tecidos. Se as inflorescências e espigas são atingidas ocorre queima e queda de flores e frutos.

A doença é causada por Thanatephorus cucumeris, estádio sexual de Rhizoctonia solani. Sob condições de alta umidade (acima de 95%) e temperatura amena (18°C a 22°C) o fungo produz esporos que são disseminados pelo vento.

A fim de manter a doença sob controle devem ser usadas as seguintes medidas de controle:

a) Pulverizar as plantas com fungicidas cúpricos, em formulações mistas com mancozeb (3 a 5 g/L) logo que surgirem os primeiros sintomas;

b) O controle curativo para prevenir ou estacionar as infecções pode ser feito com aplicações de pencycuron.

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