Agro Especial

Saiba mais sobre a Mela ou murcha-da-teia-micélica 22/10/2010

Incitada por Thanatephorus cucumeris (Frank) Donk, é a enfermidade mais importante do feijoeiro da região Norte. As perdas são geralmente elevadas e, em alguns casos, totais.

O fungo induz dois tipos de sintomas: no primeiro, nas folhas aparecem pequenas manchas aquosas, de cor mais clara que a parte sadia, variando de verde-acinzentado a castanho, rodeadas por um bordo escuro, parecendo ser o resultado de queimadura com água quente. À medida que as lesões crescem, juntam-se, cobrindo toda a extensão da folha. O fungo produz micélio de cor castanha, que cresce até a folhagem sadia, podendo afetar toda a planta sob condições ambientais favoráveis, formando numerosas estruturas de resistência pequenas, de cor castanha. No segundo caso, durante períodos de alta umidade, desenvolvem-se na folhagem lesões pequenas, circulares, de cor castanho-avermelhada, mais claras no centro. Nas vagens, as lesões são de cor castanho-escura, mais ou menos circulares, deprimidas e delimitadas por bordos escuros. As sementes podem, também, ser afetadas.

Os principais agentes de disseminação da doença são o vento, a chuva, as sementes e o movimento na cultura de animais, homens e implementos agrícolas.

Dentre os fatores climáticos que a favorecem, encontram-se a temperatura de moderada a alta e a alta umidade do ar e do solo.

O controle dessa doença pode ser alcançado pelo uso de sementes de boa qualidade, do tratamento químico e de práticas culturais, tais como o plantio fora do período de maior pluviosidade, um maior espaçamento entre plantas, a rotação com culturas não afetadas pelo fungo, a eliminação de restos culturais e, principalmente, a cobertura do solo.

Mais informações: www.embrapa.br

Embrapa (cnptia)